O mundo como signo e interpretação

O mundo como signo e interpretação

Günter Abel

Tradução Roberto Barros e Rogério Lopes

 

Não há mundo sem interpretação: assim poderia ser formulado um dos princípios fundamentais da filosofia do signo e da interpretação do filósofo alemão Günter Abel. Trata-se, naturalmente, de uma provocação que necessita de algum esclarecimento e que facilmente poderia induzir a equívocos. O que significa exatamente esse princípio tal como formulado pela filosofia do signo e da interpretação de Günter Abel? Antes de tudo, esse princípio implica que a compreensão que os homens têm do mundo e de seus objetos, sejam eles culturais ou naturais, materiais ou mentais, depende de processos interpretativos.
Na medida em que percebemos ou identificamos algo como um objeto, que algo tem um sentido e um significado, ou que podemos nos perguntar por ele, isso significa que esse algo já carrega em si uma genealogia na qual as interpretações desempenham um papel fundamental. É raro que estejamos conscientes disso. A hermenêutica clássica, por sua vez, permanece confinada à análise de processos interpretativos explícitos ou conscientes, como na interpretação de textos ou de obras de arte. A filosofia da interpretação, em contrapartida, opera com um conceito de interpretação consideravelmente mais amplo, que tem sua relevância não somente nas situações que envolvem um esforço explícito de interpretação, mas igualmente em nossa inteira relação cotidiana com o meio que nos circunda, com outras pessoas e conosco.

 

Astrid Wagner e Ulrich Dirks


ISBN: 978-65-88691-00-7
208 páginas

 

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