Manuella Mucury Teixeira

 

Em Freud as pulsões de morte e sexuais são o avesso de toda moralidade. No entanto, o paradoxo deflagrado pelo autor está no fato de que justamente essas forças opositoras constituem a nossa consciência moral. Assim, esta, em sua tarefa de impedir a livre descarga dos impulsos, no fundo luta ao mesmo tempo contra o seu próprio fundamento. Isso não é sem consequências para a cultura que, necessitando de tal renúncia empreendida por essa instância, aparece então como uma conquista frágil realizada sobre esse mal de que ela também depende para existir.

Freud transforma, assim, o fator destrutivo dos laços sociais, responsável pela violência razoavelmente injustificada entre os homens, na instância por meio da qual o indivíduo poderá refrear todos esses impulsos que ameaçam a emergência e a manutenção da cultura. Movimento teórico que revela, entre outras coisas, a inevitabilidade do mal que está ligado à ação da pulsão de morte sobre o indivíduo e a influência determinante desta no surgimento da moralidade humana.

Assim, o que se busca neste livro é examinar como as pulsões sexuais constituem a experiência da moralidade, além de o modo pelo qual Freud concebe paradoxalmente o elemento dissolutivo da pulsão de morte, que contém em si o gérmen da destruição da humanidade, como sendo o mesmo fator que propicia o surgimento da consciência moral.

 

ISBN: 978-85-66045-53-6

248 páginas

 

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Sexo, morte e cultura: o paradoxo freudiano da moralidade

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